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terça-feira, 15 de abril de 2014

ENI INTERESSADA NUMA PLATAFORMA FLUTUANTE PARA LIQUEFACÇÃO DE GÁS NATURAL

A multinacional petrolífera italiana, ENI, está a ponderar na possibilidade de construir uma unidade para a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) ao largo da costa da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
A ENI é a companhia operadora da Área 4, localizada no Bloco do Rovuma, ao largo de Cabo Delgado, onde foram descobertos enormes depósitos de gás natural.
O bloco adjacente, Área 1, tem como operadora a multinacional norte-americana Anadarko, que também descobriu enormes quantidades de gás natural, possivelmente do mesmo campo.
Até agora foram descobertos naquela região mais de 180 triliões de pés cúbicos (tcf) de gás natural.
Indicações do governo moçambicano apontavam que a ENI e a Anadarko poderiam juntar os seus esforços para a instalação de uma única unidade de liquefacção do gás natural em terra no distrito de Palma, Cabo Delgado.
Para o efeito, as autoridades moçambicanas identificaram uma área para a instalação da referida unidade, tendo inclusivamente realizado algumas reuniões com as comunidades que, eventualmente, seriam reassentadas com a implementação do projecto.

Contudo, a ENI publicou hoje na imprensa moçambicana um anúncio para manifestação de interesse para um Projecto de Desenvolvimento de Jazida em Offshore Moçambique de uma plataforma flutuante de GNL.
Por isso, a ENI convida as empresas interessadas a participarem na manifestação de interesse para a realização do projecto.
Aquela companhia refere que não se trata de um convite para participar do potencial concurso, mas apenas um convite para participar na manifestação de interesse, e que após a avaliação e aceitação, o candidato irá receber o potencial pacote do convite para participar no concurso.
A ENI está interessada numa empresa capaz de elaborar um Front End Engineering Design (FEED) para uma plataforma flutuante e possíveis fases futuras de engenharia detalhada, aquisição, construção, instalação, comissionamento e serviços de operação e manutenção.
A referida plataforma flutuante será ancorada ao largo da costa continental do distrito de Palma. Na proposta da ENI a plataforma irá receber, processar até a liquefacção e armazenar gás natural liquefeito produzido a partir de poços submarinos e, posteriormente, descarregá-lo em navios de transporte de GNL para exportação.
A plataforma será uma instalação flutuante de casco duplo ancorada pela torre pivô.
A ENI faz questão de frisar que este anúncio não se trata de um convite para participar do potencial concurso, mas apenas um convite para participar na manifestação de interesse. As empresas interessadas deverão apresentar toda a documentação relevante até 5 de Maio próximo.
Ainda não existe nenhuma plataforma flutuante em nenhum canto do mundo. A Petronas, companhia petrolífera da Malásia, espera concluir a sua primeira plataforma do género na província daquele país asiático de Sarawak em 2015.
Em 2011, a Royal Dutch Shell anunciou a construção de uma plataforma flutuante a cerca de 200 quilómetros ao largo da costa ocidental da Austrália, que deverá entrar em funcionamento em 2017.
As plataformas flutuantes possuem algumas vantagens económicas e para a protecção do meio ambiente. Poderá ser mais barato extrair gás natural para uma plataforma flutuante do que para uma instalação em terra. Não havendo a necessidade para a construção de gasodutos, bem como necessidade de dragagem e novas instalações portuárias, o impacto ambiental da liquefacção de gás natural poderá ser mais reduzido.
Contudo, existem grandes desafios em termos técnicos envolvidos na construção de enormes estruturas no mar capazes de enfrentar fortes tempestades, pelo facto de a região norte do Canal de Moçambique ser frequentemente atingida por ciclones.
Pf/sg
AIM – 15.04.201

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