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domingo, 1 de janeiro de 2017

Atirador mata 39 em ataque a casa nocturna em Istambul e é alvo de caçada

Um atirador abriu fogo sobre o público que comemorava o ano novo em uma lotada casa nocturna às margens de uma hidrovia em Istambul no domingo, matando ao menos 39 pessoas, incluindo muitos estrangeiros, e depois fugiu do local.

Algumas pessoas saltaram para as águas do rio Bosphorus para se salvar após o responsável pelo ataque abrir fogo aleatoriamente na casa nocturna Reina apenas uma hora após o ano novo.

Autoridades falaram num único responsável, mas alguns relatos, incluindo em mídias sociais, sugerem que pode ter havido mais pessoas envolvidas.

O ataque chocou a Turquia conforme o país tenta se recuperar de uma tentativa fracassada de golpe de Estado em julho e de uma série de ataques a bombas em cidades, incluindo Istambul e a capital Ankara, alguns reivindicados pelo Estado Islâmico e outros por militantes curdos.

Serviços de segurança estavam em alerta ao redor da Europa para as festas de final de ano após um ataque a um mercado de Natal em Berlim que matou 12 pessoas.

Há apenas alguns dias atrás, uma mensagem online de um grupo pró-Estado Islâmico havia pedido por ataques de "lobos solitários" sobre "celebrações, encontros e clubes".

O jornal Hurriyet citou testemunhas dizendo que os responsáveis pelo ataque gritaram em árabe conforme abriram fogo em Reina. "Nós estávamos a divertir-nos. De repente as pessoas começaram a correr. O meu marido disse para eu não ficar com medo, e pulou sobre mim. As pessoas corriam sobre mim. O meu marido foi atingido em três lugares", disse ao jornal uma das pessoas que estavam no clube, Sinem Uyanik. Ela disse ter visto pessoas encharcadas de sangue.

O incidente lembra o ataque de militantes islâmicos ao clube Bataclan, em Paris, em Novembro de 2015, que junto com ataques a bares e restaurantes matou 130 pessoas.

O ministro do Interior Suleyman Soylu disse que 15 ou 16 dos mortos em Reina eram estrangeiros, mas apenas 21 corpos foram identificados até o momento. Ele disse a jornalistas que 69 pessoas estavam no hospital, quatro delas em estado crítico. "Uma caçada humana pelo terrorista está em andamento", afirmou ele.

Pessoas de Arábia Saudita, Marrocos, Líbano, Libia, Israel e Bélgica estão entre os mortos, segundo as autoridades. A França disse que teve três cidadãos feridos.

A Turquia faz parte da coligação liderada pelos Estados Unidos que tem lutado contra o Estado Islâmico e lançou uma incursão sobre a Síria em agosto para retirar os radicais islâmicos de suas fronteiras. O país também ajudou a intermediar um frágil cessar fogo na Síria com a Rússia.

Ainda não houve ninguém clamando responsabilidade pelos ataques, mas o presidente turco Tayyip Erdogan ligou os ataques aos acontecimentos na região, na qual a Turquia enfrenta conflitos ao longo de sua fronteira com Síria e Iraque.

Cerca de três milhões de refugiados sírios vivem atualmente em solo turco. O clube Reina é um dos mais populares da noite de Istambul, sendo popular entre locais e estrangeiros. Acredita-se que cerca de 600 pessoas estavam no local quando o atirador matou um policial e um civil na porta e forçou a entrada na casa, onde abriu fogo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, em férias no Havaí, expressou condolências e ordenou a sua equipe que ofereça ajuda às autoridades turcas, disse a Casa Branca.



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