domingo, 18 de junho de 2017

População da Matola queima supostos bandidos

Dois cidadãos foram torturados e queimados vivos, no domingo (18), no bairro de Ndlavela, município da Matola, alegadamente porque faziam parte de uma quadrilha que tem estado a agredir fisicamente os moradores e protagonizar assaltos a residências com recursos a instrumentos contundentes, sobretudo catanas.

Segundo relatos de testemunhas, o homicídio aconteceu depois de uma jovem do mesmo bairro ter se queixado aos vizinhos de ter sido abusada sexualmente por um grupo de bandidos.

Esta informação, ligada ao facto de várias pessoas do mesmo bairro terem sido vítimas dos amigos do alheio na calada da noite, espalhou-se pela comunidade como um rastilho de pólvora.

As vítimas foram surpreendidas numa casa arrendada, naquele bairro, onde viviam há pelo menos um mês, idos do bairro T3, de acordo com Gabriel Cossa, chefe de quarteirão onde ocorreu o linchamento.

O responsável daquela zona condenou o acto mas disse que os moradores agiram de forma bárbara porque já estão saturados devido à onda de assaltos e maus-tratos levado a cabo pelos meliantes.

Na altura dos factos, o proprietário do domicílio em questão não foi localizado para explicar em que circunstâncias consentiu acolher os dois presumíveis bandidos.

Os malogrados foram arrastados da referida residência, amarrados, submetidos à tortura física e de seguida queimados vivos com recurso a pneus. Na zona, ninguém assume, unilateralmente, a autoria deste caso de justiça pelas próprias mãos, mas o facto é que o que devia ser motivo de repúdio se tornou um acto de celebração.

“Estamos cansados dos bandidos. Sempre somos assaltados e agredidos, até nas nossas casas. Não podemos andar e nem dormir em paz porque temos medo. O que aconteceu com estes dois assaltantes é lamentável, mas eu gostaria que servisse de lição para os outros”, disse ao @Verdade uma moradora de Ndlavela, que se identificou pelo nome de Marta Cossa.

O grupo integra uma suposta gangue composta por sete malfeitores, cinco dos quais a monte, segundo testemunhas, que afirmaram ainda que “existe uma mulher nesse grupo. Ela pára na rua com um dos seus comparsas, simula que está a namorar e, de repente, assaltam”.

Refira-se que Ndlavela, Intaka e Khongolote, Malhapswene são apenas alguns bairros do município da Matola, onde a população queixa-se de assaltos constantes perpetrados com recursos a armas de fogo e brancas por indivíduos alegadamente não identificados. Várias pessoas têm sido agredidas com gravidade, sem no entanto terem resposta policial à altura das suas expectativas.



via @Verdade - Últimas http://ift.tt/2sh1Sd1

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